sábado, 16 de julho de 2011

*So long and thanks for all the fish*

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Não, não vou sumir da face da terra como os golfinhos do "Guia do Mochileiro das Galáxias". Só vou dar um tempinho pra reorganizar as idéias, a vida e todo o resto. E curar os machucados da festa de ontem, que foi incrível.

Não, honestamente. A festa de estréia do "The Burlesque Takeover" foi épica, em mais sentidos do que um. A casa quase não comportou tanta gente e a fila dobrava a esquina, me contaram. Foi uma loucura.

Foto: Guilherme de Almeida
É, acho que precisaremos de um lugar maior.

Então, enquanto fico de molho para me recuperar de tudo que aconteceu, vou ficar brincando só no tumblr, ok? Jujubas, aqui vou eu.

Logo logo estou de volta, com energias renovadas para mais empreitadas megalomaníacas.

Até lá...
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Live long and prosper.

xoxo

sweetie Bird

P.s.: Eu iria dançar no Dorothy Parker hoje com Demoiselle Mimi Mi, mas graças à extensão dos machucados sofridos, não vou sair de casa por um tempo. Mas Mimi Mi estará lá!!! Vai ser incrível.


sexta-feira, 15 de julho de 2011

*O mecenato é uma coisa digna*

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É, chegou o dia. A estréia do The Burlesque Takeover, no Container, com direto a decoração temática e tudo. Claro que essas coisas custam dinheiros, e estaríamos (mais) falidas sem ter colocado o projeto no Catarse.

Crowdfunding tem tudo a ver com o ideal de coletivo, e faz (fez) muito sentido ter contado com a contribuição dos amigos e fãs de burlesco para financiar o evento.  Como a pegada do projeto é um neo-vintage (sim, eu acabei de inventar o termo), demos o título de mecenas a quem apoiasse com R$100 ou mais.

Não só atingimos o valor mínimo como o ultrapassamos. Muito obrigado. Vocês verão o resultado do investimento na festa de hoje.

Nossos selos de agradecimento vão para:

Os mecenas da noite
Pink Delicatessen
Ricardo Castro
O mecenato é uma coisa muito digna.

Apoiadores
Álvaro Allegretti
Danik777
Débora Kim
Diva Muffin
Elisabete Melão
Fábio Hofnik
Flávia Lemos
Giseli Truzzi
Leonardo Itao
Rafael Denker
Raul Souza
Walter Passarella
 Vocês são o máximo.
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Não teríamos conseguido se não tivéssemos uma equipe de apoio incrível e parceiros super bem qualificados. Sem falar que estão nos ajudando só pelo prazer de fazer parte do projeto.

Pessoas que doam o seu tempo são um luxo!!!

Foto: Guilherme de Almeida
Parceiros
A Vida Secreta - Apoio Cultural
XPlastic (que está registrando todo o processo para o making of e fez os teasers)

Equipe
Dinha VonBoop - hostess
Edson Silva e Flávia Lemos - agitadores culturais, midiáticos, divulgaçãp e os responsáveis pelo crowdfunding
Guilherme de Almeida - fotógrafo
Guilherme Nahes - zini
Júnior Ahzura - flyers
Luminati - mestre de cerimônias
Marcelo D'Avilla - dançarino boylesque
Marcio Custódio - promoter e dj
Mayume (Iz Delicious) - hostess do lounge e stage maid
Shaide Halim (Lady Burly) - dançarina burlesca
Xplastic - making of

Estamos felizes por fazer nossa estréia no Container Music & Arts.

Mais uma vez, どうもありがとう. A todos. 

Esperamos que curtam o show.
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xoxo

Demoiselle Mimi Mi e Sweetie Bird

*Coletivo burlesco "invade" São Paulo*

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Como dizem, "é nois"! Hoje à noite faremos história burlesca no Brasil com a invasão do Container Music & Arts.


Leia as matérias e menções do evento:
Sim, nós fazemos barulho!

Fotos oficiais por Guilherme de Almeida
SP Cultural (nossos parceiros)
Ahzura's Blog (blog parceiro)

Veja os vídeos:





E depois de tudo isso, vai lá se arrumar porque é hoje!!! Você não vai perder, vai?

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*#FF: Nerdismos, burlesco e tutoriais*

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Já que a grande estréia do The Burlesque Takeover como projeto de festa e coletivo é hoje a noite (mais sobre isso daqui a pouco), reuni um amálgama de links bacanas para te ajudar a se preparar para a balada. É claro que você VAI na nossa festa, não é?

A foto é de Luis França
Encontrando outras Lolitas na sua região - Fuck Yeah Lolita: Sim, o post é sobre lolitas, não dançarinas burlescas. Mas muito do que a autora escreve é válido também para este nosso mundinho, ainda tão pequeno no Brasil.
10 coisas que você talvez não saiba sobre o burlesco - Associated Content: Informação NUNCA é demais.
Behind the Burly-Q - Behind the Burly-Q: Um dos documentários mais interessantes sobre o assunto, é imperdível.
Sobre nomes - Daily Burlesque: o que fazer e o que NÃO fazer ao escolher um nome de palco
Geeklesque in Portland - Oregon Live: uma troupe nerd pra cacete
Tutorial de cabelo burlesco - Howcast
Como conseguir o visual burlesco - MookyChick
Tutorial de make burlesco - Howcast

Ufa!
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A noite começa cedo e será incrível. Te espero lá!

xoxo

sweetie Bird

quinta-feira, 14 de julho de 2011

*O que tem na minha bolsa?*

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Qual delas? XD Eu tenho o hábito enlouquecedor de trocar de bolsa de acordo com a roupa, o que faz com que eu costume perder uns bons 20 minutos por dia na função de trocar as coisas de lugar. Algumas enormes, como minha capézio de lona velha de guerra, outras minúsculas e umas fofíssimas para a noite, minhas bolsas sempre tem tudo e mais um pouco.

Pergunte a qualquer pessoa que me conhece. Se você precisa de alguma coisa, as chances são que eu tenho na bolsa. Reunião de negócios, aula de dança, produção, performance... Durante o período de fechamento do semestre a média de peso da danada é de 7 kg, incluindo a mini térmica de café da qual não preciso agora nas férias. E não, eu não gosto de mochilas.

Quer ver o que tem aqui dentro?

Uma pessoa frugal, não acham?
Mais alguém ficou com vontade de cantar "Necessário", do Mogli?
Revistas, celular, balinhas, spray para dor muscular,
jujuba, chicletes, lanchinhos, remédios, faixa de látex para alongamento,  fita métrica, hidratante, 
espelhos, protetor labial, lixa de unha, removedor de esmalte,  cera para cutículas, pó facial, rímel, meu pincel kabuki (inseparável),
alguns grampos de cabelo, minhas chaves,
carregadores, netbook, agenda, minhas canetas favoritas (muitas canetas),
presentes estranhos que ganho de amigos ou brindes relacionados a sexo ligados  ao meu outro blog sempre acabam na bolsa. O sabonete em forma de pênis foi um presente do imperador, amigo da Demoiselle Mimi Mi
fones de ouvido (sem música não dá!), carteira, moedeiro,
além de muitos cadernos e bloquinhos. Acho necessário e digno. E listas. 
Os essenciais seriam a carteira, o celular, um fone de ouvido, um bloquinho e uma carteira. E a lista de afazeres que nunca acaba.

Ufa. Não é a toa que levo tanto tempo a arrumar o conteúdo da minha bolsa. Mas enfim...

Vou voltar ao trabalho agora. Tenho umas costuras para terminar (o visual da equipe de apoio - as duas hostess e o M.C. - é responsabilidade minha), ensaio, e um outro post para escrever.

O próximo post desta série será "Um dia na sua vida burlesca em fotos". Considerando que amanhã é a estréia do The Burlesque Takeover no Container Club, veio a calhar perfeitamente.

Amanhã conto mais da festa, do projeto e dos nosso mecenas (seus lindos!).
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quarta-feira, 13 de julho de 2011

*10 coisas que eu (provavelmente) nunca farei no Burlesco*

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Há quem diga que eu tenha valores morais estranhos. Não nego. Sempre tive um senso de honra, obrigação, ética e dever fortíssimo, em particular depois que li Don Quixote pela primeira vez (eu tinha uns 9 anos de idade). Sim, eu poderia ser da yakuza.

Os meus moinhos de vento são feitos de tecido

Mas vamos à lista das dez coisas que eu (provavelmente) nunca farei no Burlesco. Não incluí deixar de coreografar e ensaiar porque... bem, digamos que não fiz um semestre de teatro voltado para expressão corporal e um semestre de teatro de improviso para nada. Muito do Burlesco é criado junto ao público, numa relação de ação e reação. Coreografar cada passo dado... bem, isso eu deixo pro balé clássico. Burlesco é outra coisa.

Não ter espírito de equipe
Fui criada em comunidades que funcionavam em regime de Kibutz até os sete anos. E lá aprendi que o indivíduo só se faz forte quando o grupo é forte. Só não me venham com discursos marxistas.


Não pensar no TODO
Detalhes são importantes. Mas não a ponto de esquecer do conjunto da obra. História, música, coreografia, figurino, cabelo, maquiagem e acessórios. Nesta ordem.

"Roubar" a performance de outra dançarina
Não importa se é uma performance clássica, de uma dançarina desconhecida, ou apenas um movimento. Segundo Jo Weldon, a referência é a melhor forma de elogio, não a cópia. Se informe, estude e se inspire. Plagiar é uma coisa muito feia.

Deixar minhas inseguranças me impedirem de dançar
Confesso. Sou uma pessoa insegura pra caralho. Sim, ainda. Não gosto de muitas coisas a respeito do meu corpo, mas não deixo que isso me impeça de dançar. Até porque eu sei que muitas destas, só eu noto.

Big IS beautiful

Me levar completamente a sério
Uma das minhas marcas registradas no palco é o humor. Por que diabos eu me levaria a sério? Ego-trip não é pra mim.


Deixar uma besteirinha me atrapalhar
Gripe? Uma lesão leve? Falta de tempo? Enquanto eu conseguir tomar café, minhas mãos não tremerem ao ponto de costurar se tornar impossível, existir advil e relaxante muscular, estas não são coisas que me impedirão de subir no palco. Como dizem os japoneses, "dê o seu melhor hoje para não se arrepender no futuro".

Furar um trabalho
Dever e honra, lembram? Ah, e aquela velha máxima cristã de não fazer aos outros o que eu não gostaria que fizessem comigo. Eu posso não me levar a sério, mas trabalho é trabalho e uma vez que tenha assumido um compromisso farei o máximo para cumpri-lo.

Me contentar com o fácil e o óbvio
Sim, clichês são divertidos, desde que vistos por um novo ângulo (fiquei muito feliz quando um excelente fotógrafo me disse que eu os interpreto de maneira única). Mas fazer apenas o mínimo não é o suficiente para mim. Pesquisa e pesquisa sempre. Hoje eu sou grata pelos ex-chefes exigentes que faziam questão de pelo menos 5 referências diferentes ANTES de desenvolver uma idéia.

Me deixar levar pelo drama
Não sou a mais feminina das mulheres e não gosto de mimimi. Então mantenha a intriga, o pessimismo e demais energias negativas longe de mim, obrigado. Ah, e se for eu que estiver fazendo mimimi, pode ter certeza que estou tirando com a sua cara.


Parar de dançar
Nunca. Jamais. E não falo apenas do burlesco. Não consigo mais me definir sem a dança. Nem que seja só o sapateado no chuveiro (sim, eu sei que é perigoso).

Só não digo que nunca venderei minha alma porque nunca se sabe. Ui... no próximo post falo da bagunça que é a minha bolsa.

E como sexta será uma loucura, vou me lembrar de registrar o dia para o post seguinte do meme: Um dia na minha vida burlesca. Perfeito!
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terça-feira, 12 de julho de 2011

*10 músicas que me inspiram para o Burlesco*

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Passei os últimos dias pensando nesta lista. Dez músicas não são muito, considerando a quantidade de músicas que eu costumo ouvir. Essas são algumas das mais inspiradoras. Umas são clássicas e óbvias. Outras nem tanto.

Essa é a música que explica o ABC do striptease. Sejamos leigos, aspirantes ou profissionais, é sempre bom lembrar do básico.


Take 10 terrific girls - The night they raided Minsky's
Se a primeira música era a receita do striptease, essa é a essência do show burlesco. Sim, o filme é trash. Os musicais dos anos 1960 eram assim: divertidos e podres (no bom sentido). E eu não confio em ninguém que diga conhecer o gênero e que não tenha visto esta (cof cof) "obra-prima".


When you got it, flaunt it - The producers
video
Se você tem, mostre. Nada mais simples e fácil para uma dançarina burlesca.


Fever - Peggy Lee

Se você ainda não dançou essa música, mesmo que só na aula de jazz, você ainda vai dançar. Porque ela é incrível assim. Sim, eu também a danço no palco, mas mixei com um rock improvável para contar uma história mais interessante de dominação.

Mein Herr - Cabaret

De todas as músicas incríveis deste musical icônico, esta é, para mim, a mais interessante de dançar e interpretar. Algo sobre explorar o mundo...


Evil Night - Jill Tracy

Outra música incrível que faz parte do meu repertório. Uma das melhores de dark cabaret, na minha opinião.


Some like it hot - Marilyn Monroe

Claro que eu teria uma música do loirão na lista. Apesar de dançar "You'd be surprised" há anos, essa ainda é a mais empolgante.  Hot!


Coax me a little bit - Lena Horne in Ladies of Jazz Remixed
(ouça uma amostra aqui )
Meu quadril não resiste. É ouvir e sair dançando.


I put a spell on you - Screaming Jay Hawkins

Mais uma da minha lista de "músicas que eu definitivamente preciso transformar em performance um dia".


Harlem Nocturne - Sam Taylor and His All Star Jazz Band in Striptease Classics

Se for para escolher um tema clássico de striptease, eu fico com este. Sexy, lento, intenso. E aberto a todo tipo de interpretação.


A vida sem música e sem dança realmente não faz sentido... No próximo post falo das 10 coisas que nunca farei no burlesco. Mesmo que digam que nunca se deve dizer nunca. Ui!
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segunda-feira, 11 de julho de 2011

*#MusicMonday: Thunder on the Mountain*

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Tudo bem que a segunda já está no fim (para vocês, para mim esta semana terá um dia só). Mas minha volta à sala de ginástica do meu prédio rendeu uma anedota. Bobinha, mas alegrou o dia.


Meu alongamento inclui exercícios de balé, jazz e dança do ventre. E hoje de manhã esta música estava passando na MTV quando eu terminava a minha série de exercícios. Uma das moças que cuida do prédio entrou na sala de ginástica e perguntou se eu dançava esse tipo de música.

"Se eu danço este tipo de música?"
"É, quando eu passo no hall do seu apartamento dá pra ouvir tocando. É dos anos 80, não é?"
"Um pouco mais antiga. Wanda Jackson é dos anos 60, mas a maioria das coisas que eu ouço é de 1940 e 1950".
"Mas você dá aula ou dança?"
"Eu só danço".

Pronto, a essa altura todos os funcionários do condomínio já devem saber o que eu faço. Não que seja nenhum segredo, mas enfim.

Os vizinhos do prédio da frente já sabem faz tempo, uma vez que assistem aos meus ensaios de camarote.
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Vou voltar com os posts do meme amanhã. Os últimos dias foram corridos, e passei o dia inteiro em pé hoje. Ainda tenho muito o que fazer antes que eu possa dormir. Enfim... A semana vai ser longa e produtiva.

Amanhã tenho fotos para a Kert. Além de ilustrar o catálogo para o Polar Ice, vou também representar o descolorante este ano. Oba!

xoxo

sweetie Bird

sábado, 9 de julho de 2011

*10 pessoas que inspiram meu estilo burlesco*

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Elas não se restringem a um período ou grupo específico. Na verdade, as musas que me inspiram vem em todos os tamanhos, gêneros e estilos.

A diretora da New York School of Burlesque escreveu, literalmente, O livro sobre neo-burlesco. Além da ruiva ser minha inspiração quando se trata de performances de humor impossível, a dedicação dela em aproximar pessoas, criar projetos, estudar e ensinar o gênero me instiga a pesquisar ainda mais.

A auto-intitulada "Che Guevara do Burlesco" tem um humor ácido e uma variedade de performances de crítica política. As curvas mais do generosas não tolhem o estilo glamouroso da loira.


Minha segunda loira favorita não era exatamente a mais delicada das mulheres. Muito pelo contrário. Além de escrever todas as falas dos filmes e peças em que estrelou, era a dona do mais puro humor erótico com o qual já me deparei. As melhores indiretas (e diretas) do cinema saíram de sua pena. Hollywood não pôde com ela, e é por isto que ela me inspira.

Talvez tenha sido o caso que o esplendor dos seus atributos físicos ofuscou seu talento para a comédia. Não sei bem. Mais do que um par de peitos e um par de olhos sedutores, ela interpretava como ninguém a loira desmiolada.

Quando se pensa em grandes leques com penas de avestruz no burlesco, se pensa em Sally Rand. Sua graça e  movimentos ainda são difíceis de equiparar.

A moreninha corajosa vai muito além da "bunda que faz POW!". A também professora de burlesco contribuiu grandemente para o reconhecimento do gênero no mainstream norte-americano ao aparecer no reality show "America's got talent" em 2006, fazendo uma adorável performance de Branca de Neve. Ah, ela também foi a primeira dançarina de burlesco internacional a colocar os pézinhos em terra brasilis.

Sim, eu prefiro cérebros à aparência (o nome disto é sapiosexualidade). Não que Gypsy Rose Lee fosse difícil de se olhar, mas essa "self made woman" praticamente redefiniu o striptease. Estrela do show dos irmãos Minsky, misturando humor e uma boa dose de pele, Gypsy dava particular ênfase ao "tease". Escreveu um romance policial sobre o assunto e um dos melhores musicais sobre o tema é uma biografia da dançarina.

Não bastassem as curvas extremas, a dançarina ainda por cima produz alguns dos objetos de cena e figurinos mais incríveis da atualidade. Ah, e os números dela são divertidíssimos.

Minha atriz favorita da década de 1930 teve poucos papéis principais (ela interpreta originalmente o papel que Marilyn fez em 1953 em "Como agarrar um milionário"). Mas além de ter a desfaçatez de ser casada com o Dick Powell (#todossuspira), atuar em boa parte dos filmes do Busby Berkeley e sapatear lindamente, ela ainda tinha a pachorra de ter o sorriso mais lindo do cinema antigo. Enquanto Sweetie, boa parte da minha persona é baseada nos personagens que este docinho interpretava.

Minha querida pupila, melhor amiga e sócia esteve por aqui hoje à tarde, e pediu exigiu ser incluída na lista. Acho justo, já que aprendi muito sobre o processo de criação burlesco trabalhando junto com ela. Demoiselle Mimi Mi, esse esquilo comedor de queijo tomador de coca-colas, é sempre uma lição quando se trata de trabalhos manuais, surtos psyduckianos e humor nerd. Nós brilhamos mais e melhor juntas, especialmente quando brincamos com o absurdo. E ela fica incrível vestida como um menino. Thanks honey.

Segundo dna. Mimi eu sou uma pessoa feliz e saltitante (o termo que ela usou foi borbulhante). Bem, essa pessoa feliz e saltitante já esgotou as reservas mentais por hoje. Amanhã eu volto com a difícil missão de enumerar as 10 músicas na minha gigantesca playlist que me inspiram para o burlesco. E não, não se limitam às que eu de fato danço.
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quinta-feira, 7 de julho de 2011

*10 coisas sem as quais não consegue viver no Burlesco*

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Acho que seria mais inteligente falar de 10 coisas sem as quais não consigo fazer burlesco. Vamos lá?

Maquiagem pin-up
Sim, eu sei que muitas mulheres não conseguem viver sem make-up. Mas um visual burlesco não está completo sem uma pele bem feita, cílios postiços, blush, iluminador, delineador de gatinho e batom.

Foto: Thiago Marzano
Minha penteadeira
Pode parecer supérfluo, mas o processo de me sentar perante um espelho para me embonecar tornou-se um ritual para mim. E a penteadeira faz parte disso.

Babyliss, mousse e spray
Não me sinto no personagem de verdade sem ao menos virar as pontinhas. O visual fica muito mais retrô e completo com um penteado vintage autêntico. E para os dias de preguiça (bem como os climas impossíveis) tenho uma peruca na mesma cor, do mesmo tamanho e do mesmo jeito que costumo fazer meu cabelo.

Pasties e cola
Um dos poucos elementos que faz parte apenas do universo burlesco, pasties são essenciais. Para girar, para cobrir, para completar o figurino. E há várias maneiras de colá-los, dependendo do material de que são feitos. Para os com a base porosa, cola permanente da acrilex (truque que me foi ensinado por uma drag-queen), de peruca ou spirit gum. Para os impermeáveis, uma boa fita dupla-face basta.

Ou mágica.
Corset
Não compro um corset novo desde que comecei a faculdade. Fato. Mas os dois que tenho já se provaram tão versáteis que não consigo me imaginar dançarina sem eles. E olha que muitas vezes só uso para o look com que fico no ambiente externo das gigs que faço.


Meia-fina e arrastão
Quando me perguntam como consigo tirar a roupa no palco, respondo que mesmo no final da performance, estou mais coberta que muita gente na praia. Um dos fatores nos quais baseio meu argumento é que raramente minhas pernas estão nuas. Seja em comprimento opera ou uma arrastão inteira, não há tanta pele assim à mostra.

Salto-alto
Depois dos diamantes, definitivamente os melhores amigos de uma garota. Pelo menos no palco.

Roupas feitas para tirar
falei o que acho de quem tira roupas que não são feitas para tirar no palco. Botões, ganchos, velcro, zíperes destacáveis... Roupas das quais se pode sair com facilidade dão muito mais graça e elegância à performance.


Acessórios
Colares de strass, fios de pérola, gargantilhas delicadas ou cheias de renda. Todos os elementos de um figurino devem ajudar a contar a história ou compor o personagem, e isso inclui luvas, pulseiras, anéis e brincos.

Uma boa trilha
Duh! Segundo a musa Jo Weldon, se você quer realmente fazer aquela música suuuuuuuuper batida, faça isso maravilhosamente bem. E se você gosta de usar mais de uma música (que é o meu caso), pense em como ficam  justapostas e em como vai acontecer a passagem.

 Claro que hoje em dia também é impossível fazer burlesco sem acesso à internet para estudar, pesquisar, divulgar e promover. Mas isso eu nem precisava falar, néam! Amanhã é dia de post no Sexo na Cidade, mas eu passo rapidinho por aqui para falar das 10 pessoas que inspiram o meu estilo burlesco.
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quarta-feira, 6 de julho de 2011

*10 itens da minha wishlist burlesca*

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Tenho wishlists pra tudo. Agora, onde foi que coloquei a de coisas ligadas ao burlesco?

Corset eduardiano
A cintura formando o desenho de uma ampulheta pode até ser mais popular hoje em dia, mas é o corset eduardiano que mais me encanta. O longline é quase um vestido de tão comprido, e tive a honra de vestir um de época no desfile que a Madame Sher fez para o programa da Eliana. A compressão é outra, e bem, o fato de ele chegar aos quadris dá à esta descendente de sicilianos um apoio extra.
Eu apareço em 5:15 e dou um caldinho burlesco no fim do vídeo.

Sapatos de strass da bordello
Preciso explicar? Gaaaah! São tãoooo brilhantes!

E6000
Pois é, quantas mulheres você conhece que incluem uma cola na sua lista de desejos. Só que sem E6000, colar strass e outras pedrarias é uma tarefa difícil e trabalhosa. Estou feliz porque meus primeiros tubos, junto com alguns milhares de pedrinhas de strass estão a caminho, oriundos de Hong Kong.

Leques de pena de avestruz
Ok. eu já tenho um par. E penas o suficiente guardadas em casa para fazer mais dois. Mas dá uma pontinha de inveja da facilidade dos leques prontos vendidos no exterior. Eu levei um mês para fazer os meus.

Um objeto de cena (prop) gigantesco
Os mais comuns são banheiras de acrílico e taças de bebida. Mas eu não me importaria em ter um pó compacto gigantesco, ou mesmo um biombo com um potente holofote portátil. Mas é complicado fazer um investimento deste porte quando a maioria dos lugares que procura performances burlescas mal e mal tem palco. Uma pena.

Mac White - Base para rosto e corpo
Se você sempre quis saber o segredo da pele incrível da Dita Von Teese, é este. Mas ninguém merece os preços da MAC no Brasil. Ninguém. A média de preço desta base, usada por profissionais, é de $53 na gringa, ou R$147 na Sacks.

Maleta de maquiagem que vira bancada
Faz um tempinho que ando namorando o exemplar que mora na vitrine da Audrey (loja de cosméticos da Liberdade). Não são todos os lugares que tem camarim ou mesmo um canto com espelho e luz decente, coisas essenciais na vida de uma dançarina burlesca/produtora. Em terras brasilis uma belezinha destas sai por R$2500. Mas vi alguns exemplares mais acessíveis no Alibaba. O que mata é o frete, já que esta maleta pesa uns bons 18kg.

Swarovski
Não basta ser strass, swarovski é o nome nos lábios de dançarinas burlescas em todo o mundo. Segundo o artigo da wikipedia, são conhecidos mundialmente por seu brilho e precisão. Podem ser só cristais, mas são incríveis. E o milhar das peças custa $110 ou mais. Ouch.

Bullet Bra ou Sutiã cone
Já experimentei um e ainda estou tentando me conformar com o fato de que ficou horrível em mim! Depois de pesquisas em fóruns e sites, descobri que para um sutiã cônico ficar bem em bustos avantajados, é necessário ser um tamanho maior. Pois é... ainda acho um que me caia bem. Ou crio vergonha na cara, caço um molde vintage no ebay e faço.

Uma mesa de corte e espaço só para costurar
É, estes últimos itens não são lá muito glamourosos, mas fariam toda a diferença. Eu faço grande parte dos meus figurinos. Tenho uma escrivaninha antiga que abriga minhas duas máquinas de costura, num nicho formado por meu manequim de prova, um baú que guarda tecidos e roupas prontas e uma cômoda vintage cheia de materiais. A sala mais parece uma loja de armarinhos do que... bem, uma sala. Então para substituir os itens que já adquiri da minha lista de desejos, como uma penteadeira antiga, peruca e similares, uma mesa de corte mudaria a minha vida. E salvaria minha coluna... Quem já cortou um longo ou um vestido godê de roda cheia no chão sabe do que estou falando.
Foto: thedomesticdiva.wordpress.com
Ufa! É, acho que vou precisar alugar um depósito em breve para os tesouros que vou acumulando nessa aventura que é o burlesco.

Amanha eu falo de 10 coisas sem as quais não consigo viver (ou trabalhar) no burlesco.
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terça-feira, 5 de julho de 2011

"10 tipos de comida que eu adoro".

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Difícil este tema, hein? A verdade é que eu adoro comer, apesar dos hábitos alimentares mais erráticos que já vi. Como mais do que a maioria dos homens que conheço. Ainda bem que meu metabolismo aguenta o tranco. Por enquanto, pelo menos...

E o que eu mais gosto de comer? Bem, vamos lá!

Jujubas, balas de goma e afins!
crocantes, azedinhas, boas de mastigar, docinhas. Nom!
Meus favoritos são jelly bellies, chewy nerds, nerds rope, crunchy nerds e gominhas ácidas de minhoca da Haribo. Mas já comi 1kg de jujubas comuns em um fim de semana, e nem ligo tanto assim para chocolates. Deve ser a combinação de texturas que me atrai.

Cuca (especialmente a de uva)
Cuca da Confeitaria XV.
Talvez seja uma coisa boa que não tenho acesso a cucas decentes em São Paulo. Porque, putaquepariucacete, como esse doce é bom. Melhor do que pão colonial quentinho com nata e müsse, melhor do que chineque com chimia, melhor do que a torta Marta Rocha catarinense e melhor até que o strüdel da Confeitaria XV (que segundo o meu moço bate muito strüdel alemão). E só quem já foi ao sul e comeu cuca sabe do que eu estou falando.

Lámen

Gosto de todos os macarrões, principalmente os orientais. Harussame, glass noodles de batata doce, itokonnyaku (que nem amido tem), soba, udon, somen. Mas poucas coisas revigoram e confortam como um bom ramen, com uma boa porção de vegetais como mostarda e bamboo em conserva. Meus favoritos continuam sendo o karê ramen do New Mimatsu, o tonkotsu ramen do Aska e o meu, feito com o macarrão congelado que compro na Casa Bueno e um ovo cru por cima, mas aceito indicações.

Wanton
Esse aí da foto é do Hong Re
Também entra na categoria comfort food. Esse bolinho chinês, geralmente servido ensopado, quando no caldo perfeito (sim, eu faço caldo de galinha e de carne em casa) cura qualquer coisa. Principalmente se acompanhado de hana nirá refogado. Minha versão favorita atualmente é a minha, seguida pela sopa de wanton servida no Hong Re.

Breakfast Sandwich
Foto do eatingoutloud.com 
Não critiquem meus hábitos alimentares, passo mais tempo lendo sobre comida no Serious Eats e no Tastespotting do que comendo. E foi lá que descobri essa instituição da culinária norte-americana, o sanduíche de café da manhã. Pão de centeio tostado, um ovo pochê e duas fatias de presunto de peru, acompanhadas por echalotas caramelizadas, maionese e mostarda alemã forte são a receita do sucesso!

Hamburguer
Só começei a dar bola pra esse ícone da fast-food quando aprendi a fazê-lo. Cresci com a versão bagunçada, o bom e velho Sloppy Joe, mas não há nada como picar a carne na ponta da faca, numa relação 90% carne magra 10% carne gorda, e cozinhar na chapa de ferro enquanto o pão tosta com um bom queijo e ingredientes frescos. Isso sim é um hamburguer, e vivo atrás de patties bem feitos, embora não consiga resistir ao relish de tomate do Burdog.

Mac&Cheese
Foto do Southernplate.com
Eu adoro queijo. O problema é que queijo e outros latícinios não gostam de mim. Minha alimentação era 90% mediterrânea antes de desenvolver intolerância à lactose há alguns anos. Então o clássico e reconfortante mac&cheese fica reservado para noites frias em que pessoas queridas precisam de um pouco de carinho. Massa italiana, nata do sul do país, gorgonzola, old master e mussarela são os ingredientes base. Nada de caixinhas...

Cachorro quente
Não, não o dogão da esquina. Mas uma boa salsicha ao estilo alemão, grelhada, no pão francês com mostarda e picles. Vale até usar linguiça blumenau (a autêntica). Mas aí já é covardia.

Panquecas 
Não reparem na minha cara de bofinho sem maquiagem
Já tentei e sei que não consigo reproduzir as panquecas que meu pai faz. O velho, que nasceu em New Jersey e veio pro Brazil em 1981, faz as melhores panquecas americanas que já comi. Com açúcar mascavo e farinha integral, não pesam uma tonelada no estômago, e ficam incríveis com melado de cana (de Santa Catarina!), nata e manteiga de amendoim. As minhas ficam decentes.

Lichia
Foto do Seriouseats.com
Durante a maior parte da minha vida, minha fruta favorita (depois do tomate, mas isso não vem ao caso) foi o figo. Seco, em conserva, fresco. Não importava. Aí eu mudei para São Paulo e passei a frequentar os mercadinhos orientais da Liba, e antes que eu pudesse dizer edamame, pow! Eu tinha me apaixonado pela suculenta e doce lichia. Geladinha e fresca, uma caixa não dura mais do que 20 minutos ao meu lado. Nom!

Sacanagem escrever um post engordativo destes bem na hora do jantar... mas enfim. Difícil mesmo é ficar em 10 itens e deixar de fora o takoyaki do Kaisen, e a maionese da minha mãe. Deu até saudades do meu abandonado blog de comida.

Amanhã eu escrevo sobre "10 itens da minha wishlist (burlesca)".
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