Em boa parte do mundo, hoje foi o dia dos namorados, ou o Valentine's day. No Japão os homens ganharam muitos chocolates das mulheres e bem... hoje é dia de romance.
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E essa é a música mais romântica de todas, a meu ver.
"Tell me!"
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Não há nada mais romântico do que um filme da Doris Day. Eu amo "The Pajama Game". Cute! (E minha mini-coleção de formatura quando fiz curso de Estilismo foi inspirado nesse filme).
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E agora de volta ao meu texto de política pra aula de amanhã. Meh.
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Tenham uma semana cheia de coraçõezinhos cor-de-rosa. A minha vai ser PUNK.
(Daqui a pouco retornaremos à programação normal. Considere isto um parênteses.) *
* Posso falar? Cansei. Cansei de gente sem referência que acha tudo isso (e com isso quero dizer eu) “muito louco”, meio bizarro, Madonna.
Nada contra a Madonna. Destruí muitos saltos em baladas gays ao som de “Like a Virgin” e “La Isla Bonita”. Adoro. Não faço pouco da sua capacidade de transformação nem de seu mérito em ter re-introduzido no imaginário popular o espartilho. Vestindo Jean Paul Gaultier, foi a responsavel por tirar a peça do bodouir e levá-la para as ruas e baladas.
Ela pode ter chocado muitos e quebrado tabus, mas não foi a primeira nem a última loira a o fazer. Nem tampouco foi a primeira ou última na linhagem de loiras polêmicas que sabem fazer bom uso do que tem. Desde a troupe inglesa que introduziu o burlesco nos Estados Unidos, British Blondes, passando por Mae West, Joan Blondell, Jean Harlow, até, é claro, Marilyn Monroe, a lista de musas é longa.
Voltemos ao ponto. Como loira platinada que sou (com uma ou outra flutuação pelos tons fantasia), se me pedisem que escolhesse uma musa, seria Mae West. Despojada e inteligentérrima, sabia o que tinha e não tinha medo de usar. Ou Marilyn, que se valia como ninguém das luzes dos holofotes sobre sua pele, cabelos e roupas brancas, criando uma aura irreal.
Temo me repetir, mas devo dizer: cansei. Cansei da falta de noção alheia, e da mal-educação destes tempos líquidos. Então, por favor, se me vir na rua, sinta-se a vontade para falar comigo. Só não me chame de Xuxa ou Madonna sem primeiro conhecer os cachinhos dourados da Shirley Temple, a voz doce de Doris Day, o spunk de Betty Hutton e as frases polêmicas de Mae West.
Chamem-me de boneca, ou docinho. Só não faço questão de ouvir suas generalizações.