Percebi que muitos ficaram confusos com a recente participação do The Burlesque Takeover na anti-escola de artes Dr. Sketchy's. É uma festa? É uma balada? Que raios de evento é este que acontece no final da tarde de um sábado? E porque eu não devo ir se eu não desenho ou fotografo?
Calma que eu explico. Primeiro que, caso não tenham lido nosso manifesto, uma das propostas do The Burlesque Takeover é ultrapassar a fronteira da dança e da performance e integrar outras manifestações artísticas - neste caso o desenho, ou mais especificamente o esboço (e convenhamos que ver alguém parado na mesma pose por 5, 10 ou 15 minutos só é divertido pra quem desenha). Segundo que o Dr. Sketchy's é um evento que tem tudo a ver com o universo do burlesco, até porque a criadora deste é ex-dançarina, radicada em Nova York.
Esta é a 3a edição da qual participaremos. Em cada um dos Dr. Sketchy's realizados na Quanta Academia de Artes, escolhemos um tema, criamos uma história, definimos poses e atribuimos a cada uma delas uma trilha sonora específica. Percebemos, ao longo das edições anteriores, que a trilha sonora é uma atração à parte. Em agosto contamos a história da Gata Borralheira. Em setembro violamos os dogmas da ficção científica.
E agora, em outubro... vamos ao Japão com uma história lolita inspirada em Kamikaze Girls, um dos filmes favoritos desta burlesca que vos escreve.
É de graça? Não, não é. Custa R$20 antecipadamente, R$30 na porta, e há lugares limitados para garantir o conforto dos participantes na hora de enxergar o que a modelo e a mestre de cerimônias estão fazendo. O que você vai fazer lá se desembolsar essa grana? Vai chegar na escola de arte um pouco antes das 18h para garantir um bom lugar, com seu material de desenho ou fotográfico a tiracolo, e vai desenhar. E rir. E participar de brincadeiras que rendem prêmios bem bacanas, até porque o evento conta com o apoio da revista Zupi. A brincadeira dura 3 horas e rende umas poses incríveis.
Por que lolita? É loucurinha da minha cabeça. Muito antes de adotar um estilo retrô e me apaixonar pelo glamour burlesco eu me inspirava nas roupas das ruas de Tóquio e tinha chiliques com os estilos gyaru e loli.
Tem mais informações no evento do facebook aqui, e fotos das edições passadas aqui. Pra quem reclama que as pin-ups brasileiras se limitam às mulheres frutas... bem, eu acho que vocês andam desatualizados.
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E como eu ainda estou tirando meus figurinos de caixas e vou fazer o deste Dr. Sketchy's nas máquinas de costura sei lá como, vou voltar ao trabalho.
Naquele mimimi de que uma imagem vale mais do que mil palavras, e em meio ao redemoinho de começo de semestre (neste nos dedicaremos às reportagens especiais e jornalismo especializado - política, economia e ciência e tecnologia) não me sinto especialmente generosa com as palavras.
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Então, ao invés de escrever longos parágrafos declamando as glórias e os louros do The Burlesque Takeover, reúno neste espaço os teasers das fotos feitas até agora e uma promo super bem editada (sim, eu tenho inveja de quem edita vídeo maravilhosamente bem) sobre a invasão.
Enjoy!
Nossos agradecimento, novamente, para a XPlastic por produzir os Teasers, e à Pink Delicatessen pela ajuda com a produção das fotos. E claro, nosso fotógrafo incrível, Guilherme de Almeida.
É, chegou o dia. A estréia do The Burlesque Takeover, no Container, com direto a decoração temática e tudo. Claro que essas coisas custam dinheiros, e estaríamos (mais) falidas sem ter colocado o projeto no Catarse.
Crowdfunding tem tudo a ver com o ideal de coletivo, e faz (fez) muito sentido ter contado com a contribuição dos amigos e fãs de burlesco para financiar o evento. Como a pegada do projeto é um neo-vintage (sim, eu acabei de inventar o termo), demos o título de mecenas a quem apoiasse com R$100 ou mais.
Não só atingimos o valor mínimo como o ultrapassamos. Muito obrigado. Vocês verão o resultado do investimento na festa de hoje.
Nossos selos de agradecimento vão para:
Os mecenas da noite
Pink Delicatessen
Ricardo Castro
O mecenato é uma coisa muito digna.
Apoiadores
Álvaro Allegretti
Danik777
Débora Kim
Diva Muffin
Elisabete Melão
Fábio Hofnik
Flávia Lemos
Giseli Truzzi
Leonardo Itao
Rafael Denker
Raul Souza
Walter Passarella
Vocês são o máximo.
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Não teríamos conseguido se não tivéssemos uma equipe de apoio incrível e parceiros super bem qualificados. Sem falar que estão nos ajudando só pelo prazer de fazer parte do projeto.
A diretora da New York School of Burlesque escreveu, literalmente, O livro sobre neo-burlesco. Além da ruiva ser minha inspiração quando se trata de performances de humor impossível, a dedicação dela em aproximar pessoas, criar projetos, estudar e ensinar o gênero me instiga a pesquisar ainda mais.
A auto-intitulada "Che Guevara do Burlesco" tem um humor ácido e uma variedade de performances de crítica política. As curvas mais do generosas não tolhem o estilo glamouroso da loira.
Minha segunda loira favorita não era exatamente a mais delicada das mulheres. Muito pelo contrário. Além de escrever todas as falas dos filmes e peças em que estrelou, era a dona do mais puro humor erótico com o qual já me deparei. As melhores indiretas (e diretas) do cinema saíram de sua pena. Hollywood não pôde com ela, e é por isto que ela me inspira.
Talvez tenha sido o caso que o esplendor dos seus atributos físicos ofuscou seu talento para a comédia. Não sei bem. Mais do que um par de peitos e um par de olhos sedutores, ela interpretava como ninguém a loira desmiolada.
A moreninha corajosa vai muito além da "bunda que faz POW!". A também professora de burlesco contribuiu grandemente para o reconhecimento do gênero no mainstream norte-americano ao aparecer no reality show "America's got talent" em 2006, fazendo uma adorável performance de Branca de Neve. Ah, ela também foi a primeira dançarina de burlesco internacional a colocar os pézinhos em terra brasilis.
Sim, eu prefiro cérebros à aparência (o nome disto é sapiosexualidade). Não que Gypsy Rose Lee fosse difícil de se olhar, mas essa "self made woman" praticamente redefiniu o striptease. Estrela do show dos irmãos Minsky, misturando humor e uma boa dose de pele, Gypsy dava particular ênfase ao "tease". Escreveu um romance policial sobre o assunto e um dos melhores musicais sobre o tema é uma biografia da dançarina.
Não bastassem as curvas extremas, a dançarina ainda por cima produz alguns dos objetos de cena e figurinos mais incríveis da atualidade. Ah, e os números dela são divertidíssimos.
Minha atriz favorita da década de 1930 teve poucos papéis principais (ela interpreta originalmente o papel que Marilyn fez em 1953 em "Como agarrar um milionário"). Mas além de ter a desfaçatez de ser casada com o Dick Powell (#todossuspira), atuar em boa parte dos filmes do Busby Berkeley e sapatear lindamente, ela ainda tinha a pachorra de ter o sorriso mais lindo do cinema antigo. Enquanto Sweetie, boa parte da minha persona é baseada nos personagens que este docinho interpretava.
Minha querida pupila, melhor amiga e sócia esteve por aqui hoje à tarde, e pediu exigiu ser incluída na lista. Acho justo, já que aprendi muito sobre o processo de criação burlesco trabalhando junto com ela. Demoiselle Mimi Mi, esse esquilo comedor de queijo tomador de coca-colas, é sempre uma lição quando se trata de trabalhos manuais, surtos psyduckianos e humor nerd. Nós brilhamos mais e melhor juntas, especialmente quando brincamos com o absurdo. E ela fica incrível vestida como um menino. Thanks honey.
Segundo dna. Mimi eu sou uma pessoa feliz e saltitante (o termo que ela usou foi borbulhante). Bem, essa pessoa feliz e saltitante já esgotou as reservas mentais por hoje. Amanhã eu volto com a difícil missão de enumerar as 10 músicas na minha gigantesca playlist que me inspiram para o burlesco. E não, não se limitam às que eu de fato danço.
Já devem ter notado que ando falando de um tal de "The Burlesque Takeover" pra cima e pra baixo. Bem, como faltam 13 dias para o evento, é hora de derramar os feijões. Ok, spill the beans não fica bem traduzido.
Segue o nosso Press Release, redigido por moi, para a sua apreciação. どうぞよろしくお願いします!
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Projeto de dança burlesca faz apresentação de estréia em julho
O primeiro coletivo de dança burlesca no país faz sua estréia oficial na noite de sexta (15/07), no Container Music & Arts, em São Paulo. "The Burlesque Takeover", projeto encabeçado por Demoiselle Mimi Mi (Emília Aratanha) e Sweetie Bird (Rejoice Sunshine), propõe criar um espaço de discussão do gênero de dança e integrar perfomistas, fotógrafos, produtores e curiosos.
Segundo a produtora Sweetie Bird, não existe uma cena burlesca no Brasil. "Nunca houve. Historicamente, o mais próximo que chegamos foi o Teatro de Revista, com suas vedetes. Notamos um desejo e uma necessidade entre o público rockabilly, quem gosta do visual pin-up e das baladas alternativas, bem como um aumento na procura entre quem faz festas, e queremos criar uma demanda inédita - parecida com a que existe em Londres, Nova York e São Francisco". A dançarina neo-burlesca, que pratica o gênero desde o final de 2006, quer agregar o que aprendeu por meio de pesquisas e prática, ao recém-formado grupo.
Demoiselle Mimi Mi conta que assistir o festival burlesco de Paris em outubro de 2010 mudou a maneira como via o gênero. "Quando cheguei na porta percebi que o público era extremamente variado, e que interagia com as performances. Havia todo tipo de performer, meninas e meninos, de músicas e a sensação de comunidade era incrível. Você via que todo mundo lá estava lá porque amava o que estava fazendo, e queria muito fazer aquilo".
As dançarinas frisam a importância do striptease dentro do neo-burlesco. "Sem strip não é burlesco, mas um número de cabaré. Pode ser político, engraçado, glamouroso ou teatral. A diferença de simplesmente tirar a roupa para o que fazemos se define através dó estilo, contexto, intenção e relacionamento com o público". Além de Mimi Mi e Sweetie, "The Burlesque Takeover" é composto atualmente por Lady Burly, dançarina e professora do estilo e Sete de Ouros, único representante do boylesque no país. As hostess Dinha Von Boop e Iz Delicious, bem como o mestre de cerimônias Luminati, "O M.C. mais deprimido do mundo", agregam visões e visual ao projeto.
O que é o Neo-Burlesco
Movimento recente no exterior (começou em 1993 com Diva Von Teese e outros grandes nomes) e ainda mais novo no Brasil (Fascinatrix e Sweetie Bird foram as pioneiras em 2006), é uma releitura do burlesco clássico norte-americano. As performancea costumam misturar sátira ao striptease, com jazz, blues e rock'n'roll como ritmos mais comuns.
Sweetie destaca que "não há uma maneira correta ou errada de fazer burlesco. Pode ser simplesmente divertido, ou uma crítica social equivalente a um soco na cara. Vai da preferência de quem faz. Não há limites de idade, desde que se tenha completado 18. Tempest Storm ainda se apresenta do topo dos seus 83 anos. Não há limite de peso. Dirty Martini é enorme e é uma das dançarinas mais incríveis que já vi. Não há restrição de gênero ou estilo, e nem ao menos é necessário ser formado em dança. O neo-burlesco bebeu muito da fonte das drag-queens dos anos 1990 e mantêm uma mente aberta em relação à representação sexual e visual dos praticantes".
"Nós queremos você"
Com este slogan provocativo, a equipe do "The Burlesque Takeover" planeja sua primeira invasão no Container Music & Arts, agregando o estilo vintage e divertido ao modus operandi regular da casa.
Os shows de burlesco começam à 1 da manhã e são anunciados por Luminati, o Mestre de Cerimônias mais deprimido do mundo. Entre os números, se incluem uma apresentação do único dançarino de boylesque do Brasil, Sete de Ouros.
Os clientes da noite serão recepcionados por duas hostess vestidas a caráter. Dinha Von Boop acolhe aos convidados na porta do Container, enquanto a stage maid Iz Delicious acomoda aos curiosos no lounge com doces e uma cópia do Zine do projeto.
Para incentivar aos presentes que sigam o dresscode sugerido, os mais inspirados receberão uma garaffa de espumante. Outro diferencial da noite é o tutorial da hipnotizante e misteriosa técnica burlesca de Tassle Twirling, mais conhecida como a arte de girar “aqueles trequinhos no peito”. Quem tiver a audácia de subir ao palco, ganhará um par de pasties feito à mão pelas organizadoras do evento e será iniciado nesta estimulante arte.
Cirque du Container @ Container Music & Arts. Rua Bela Cintra, 483. Até 1h Mulheres são VIP e Homens pagam R$20,00 com Consumação. Depois desse horário mulheres pagam R$20,00 e homens R$40,00 com consumação ou R$10,00 e R$20,00 sem consumação.
Lista: theburlescotakeover@gmail.com - Com nome na lista R$10 consumação a noite toda.
Dê só uma espiadinha em como foi a prévia do evento. O pocket show no Caos foi uma delícia!
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E em comemoração aos nossos esforços para fomentar o Burlesco no Brasil, irei postar TODOS os dias, adaptando o desafio que lolitas do mundo todo estão fazendo. É lolitas. Eu sou viciada em cultura japonesa. Deal with it.
Então, nos próximos 30 dias, publicarei os seguintes posts, entremeados de muita informação divertida e instigante! Mantenham os olhos pelados (Gah! Keep your eyes peeled)!
1 - 10 coisas sobre sua bolha lolita burlesca.
2 - 10 coisas que você ama no burlesco.
3 - 10 coisas que você odeia no burlesco.
4 - 10 tipos de comida que você adora.
5 - 10 itens da sua wishlist.
6 - 10 coisas sem as quais não consegue viver no burlesco.
7 - 10 pessoas que inspiram o seu estilo burlesco.
8 - 10 músicas que te inpiram para o burlesco.
9 - 10 coisas que você nunca vai fazer no burlesco.
10 - O que tem na sua bolsa?
11 - Um dia na sua vida burlesca em fotos.
12 - Uma foto de você antes do burlesco.
13 - Uma foto dos seus doces favoritos.
14 - Uma foto do item dos seus sonhos.
15 - Uma foto da sua última compra burlesca.
16 - Seu look do dia.
17 - O que você quer mais do que qualquer coisa hoje?
18 - Uma foto do seu estilo burlesco favorito.
19 - O que tem na sua bolsa de maquiagem?
20 - A foto de uma amiga burlesca.
21 - Sua dançarina burlesca ficcional favorita.
22 - Uma foto do seu quarto.
23 - Uma foto da sua letra.
24 - Uma foto sua de um evento.
25 - Sua obra de arte favorita de temática burlesca.
26 - Sua foto do perfil do facebook.
27 - Uma música que se encaixa no seu estilo burlesco favorito.
28 - Uma foto do lugar burlesco perfeito.
29 - Uma foto de uma dançarina burlesca que você gostaria de conhecer pessoalmente.
30 - Uma foto sua tirada hoje e 3 coisas boas que aconteceram nos últimos 30 dias.
Pode parecer bobinho (e alguns itens são, realmente). Mas os posts não se limitarão a isto e há muito mais preparado para vocês. Então apareçam, e não sejam tímidos. Comentem! じゃまた。
Eis o meu texto original explicando os outros estilos não ilustrados na matéria:
"O revival do burlesco começou em 1993 com nomes como Catherine D’lish e Dita Von Teese. O neo burlesco, como é conhecido, costuma homenagear o estilo norte-americano clássico, com elementos como o striptease, sátiras e a preferência pelo jazz e pelo blues. Como gênero de performance, pode ser usado como crítica social ou entretenimento e hoje abraça a pessoas de todos os tipos, tamanhos e sexos.
Contexto, estilo, intenção e relacionamento com o público são o que diferenciam uma performance burlesca de um simples striptease. Roupas elaboradas, elementos de cena e bom humor são itens indispensáveis. Mesmo que não haja uma maneira “certa” ou “errada” de fazer burlesco.
Embora existam tantos estilos de burlesco quanto existem dançarinas, podemos identificar algumas tendências em relação a estilo e gênro. A grande divisão fica entre o estilo glamouroso e o clássico, teatral.
Glamour: A preferência é pelo apelo estético em detrimento da história ou sátira. Os figurinos costumam ser elaborados e as performances contêm mais dança. A persona da dançarina sobrepõe-se à personagem.
Teatral: Dá preferência a contar uma história através do conjunto da música, figurinos e elementos de cena. Também pode incorporar outras habilidades além da dança. O personagem se destaca, em detrimento da persona da dançarina.
Um estilo não exclui ao outro, mas se complementam em diferentes medidas. Também podemos delinear personas dentro do neo-burlesco. As mais comuns são:
Femme fatale: Também conhecida como vixen ou vamp, é inspirada em figuras femininas poderosas, como heróinas de filmes noir.
Pin-up: o estilo cheesecake é usado por personagens ingênuos e desastrados, que acabam perdendo a roupa por acidente ou força das circunstâncias.
Rock’n’roll: de metal a rockabilly e psychobilly, o rock é influência visível no neo-burlesco.
Dark cabaret: Incorpora temas mais obscuros e góticos, com referências lúgubres, fetichistas e um tanto freak.
Tropical: dançarinas havaianas, flores, palmeiras, ritmos latinos e Carmen Miranda são algumas das referências bem humoradas deste estilo.
Clichê: enfermeiras, empregadas, bruxas, dominadoras. Nenhum clichê está a salvo de ser levado à máxima potência, reconstruído e ridicularizado de maneira kitsch.
Crítica social: se utiliza de vários elementos, como o clichê e a música, para fazer referência a problemas femininos ou mundiais, como o icônico número norte-americano de Dirty Martini.
Boylesque: engloba de homens travestidos a mulheres que não se encaixam no padrão feminino."
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Quanto às fotos com o Alex Korolkovas, incríveis, compartilho com vocês minha nova foto favorita, segurando meu inseparável alter-ego Cap. Cookie.